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Juan José Millás nas 5as. de Leitura esta quinta

quinta, 02 outubro 2014 16:05 Publicado em Local

Está marcada para esta quinta feira à noite a segunda sessão daquela que é a quinta temporada das 5.as de Leitura, um projeto iniciado em 2009 pela autarquia local com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

Desta vez, o convidado é Juan José Millás, escritor e jornalista natural de Valência, que vem amanhã à Biblioteca Municipal, pelas 21h30, apresentar o seu último livro, «A Mulher Louca», e falar sobre a sua escrita, experiência, pensamento.

Para além da escrita literária, Juan José Millás é cronista regular do El País, autor de reportagens e artigos em vários jornais.

Em outubro de 2007 foi galardoado com o Prémio Planeta pelo seu romance autobiográfico «O Mundo». Um ano depois, em outubro de 2008, foi agraciado com o Prémio Nacional de Narrativa.


NOVA TEMPORADA ABRIU COM

«PRONÚNCIA DO NORTE»

Entretanto, na passada semana a nova temporada das 5.as de Leitura abriu com um convidado bem conhecido do grande público: Rui Reininho.

No auditório do Museu Municipal Santos Rocha o músico, compositor, poeta, cineasta, apresentou o seu mais recente trabalho literário: «Chá, Café e etc», da editora Tcharan.

Quanto à música, e para os fãs do Grupo Novo Rock, Rui Reininho garantiu novo álbum em 2015, num formato diferente.

«Efetivamente» o regresso às 5as de Leitura foi pautado pela boa disposição e humor do homem que, desde 1981, é a voz dos GNR.

Excerto da Notícia- Edição de 1 de Outubro de 2014

A normalidade

quinta, 02 outubro 2014 15:58 Publicado em Editorial

Nestes últimos tempos da atividade nacional a palavra “normalidade” recreou-se, assumiu o desconcertante.

Podendo parecer absurdo ou estranho, sem o sobressalto do surpreendente, começamos a nada considerar irregular, “anormal”, no tudo o que acontece, se diz ou subscreve neste país modelado de incompetências e falhanços.

Surpreendentemente, ou não, a mediocridade da pequenez de princípios e processos gerais e supostamente orientadores que vão desfazendo a nação e a vida dos portugueses, ganham - na postura de cidadania inativa, supostamente incapaz, aparentemente domada na desesperança que arrebatou a capacidade de hoje o sonho não ser um direito concretizável- o valor formatado e monitorizado desta nossa servidão coletiva em forma de encaixe persistente e ardilosamente conjeturado, culposo, a dita normalidade.

Com ela se combinam o recurso às contradições, a ausência de transparência, a mentira convincente, as negligências grosseiras, as cúmplices ilegalidades, a corrupção de chancela, os escândalos que dão imagem à indecência, as responsabilidades empurradas, o inédito e invulgar, os falhanços convertidos em desculpas, esta insarável fratura de (in) compromisso governativo com as expetativas de um povo, os tempos de silêncios extraordinários, úteis e protegidos …a (a)normalidade do recurso ao desrespeito desvalorizado na nova aceção cedida a esta chamada “normalidade”.


A normalidade de um ciclo de decadência.

A normalidade deste continuado desrespeito pelas pessoas e por os setores públicos que são pilares fundamentais do desenvolvimento humano e estruturantes de sociedades acordadas em pressupostos agregadores, inclusivos, livres. O pleno direito mobilizador da confiança no futuro, que hoje nos é negado.

Depreciam-nos em toda esta latente circunstância de fraqueza, declarada neste deprimente défice do princípio de serviço público, das lideranças, de representatividade e afirmação de Portugal, um Estado soberano do espaço europeu.

Desconcertante, sim, esta (a)normalidade consentida que corta a perspetiva de mudança global e robustece esta oferta viciada desenhada no ocidente, extorquida por lideranças e ideologias de um universo de mandatários ocultos, liquidatários dos destinos coletivos, empurrando as populações para a base das causas, das motivações e esforços, amarrando-as a quotidianos infelizes e estados de inibição permanente de direitos cíveis, em sobrevivências que excedem o limite numa marcante desarmonização da estrutura social.

Integramos, então, esta anormal normalidade no estado complexo deste país, arrastado em problemas, que só a convicção governativa afirma estar melhor.

A normalidade…

Qualidade ou estado de normal ou do que está de acordo com as regras Normal, o ressentimento da desconfiança que toma os portugueses, de novo.

Isabel Carvalho

Editorial - Edição de 1 de Outubro de 2014

Verão na Figueira com indicadores positivos

quinta, 11 setembro 2014 13:29 Publicado em Destaques

TURISMO

OS PRIMEIROS INDICADORES RELATIVOS À ÉPOCA BALNEAR APONTAM PARA UMA BOA PRESENÇA DE TURISTAS ESPANHÓIS, QUE ESTE ANO VOLTARAM A ELEGER A FIGUEIRA COMO PRAIA DE FÉRIAS, FAZENDO LEMBRAR OUTRAS ÉPOCAS. MAS, O VERÃO CINGE-SE, CADA VEZ MAIS, AO MÊS DE AGOSTO E, SE A RESTAURAÇÃO E HOTELARIA MANIFESTAM SATISFAÇÃO POR TEREM RECUPERADO FACE AO ANO PASSADO, NA PRAIA DA CLARIDADE O DESALENTO DOS CONCESSIONÁRIOS É TÃO GRANDE QUANTO O EXTENSO AREAL QUE AFASTA BANHISTAS. O TURISMO CONTINUA A SER UM DOS SETORES MAIS MARCANTES NA FIGUEIRA DA FOZ E A VOZ DA FIGUEIRA DÁ-LHE A CONHECER O PRIMEIRO BALANÇO DOS INTERVENIENTES LOCAIS…

A Câmara Municipal está a proceder à análise dos diversos indicadores que permitam fazer um balanço do verão de 2014, mas respondendo à solicitação deste jornal, o gabinete da presidência avança que se regista «com agrado» uma «elevada taxa de ocupação nas unidades hoteleiras e um maior consumo junto da restauração, o que indicia que o verão foi um sucesso para o sector». O mercado espanhol «continua a liderar a preferência dos estrangeiros, seguido do mercado Francês (em franca expansão) e do Alemão». A autarquia apurou ainda que a Figueira da Foz regista um «aumento significativo de turistas ingleses, holandeses e italianos». 


Dos dados disponíveis até ao momento, concluem que «mais de 60% dos nossos turistas são portugueses que escolhem a Figueira da Foz como destino turístico devido às relações de proximidade, às ofertas existentes para a família e ainda devido ao plano de animação e programação cultural».

Excerto da Notícia - Edição de 10 de Setembro de 2014