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Psiquiatra Manuel Marques Pinto em entrevista


Ir à urgência de psiquiatria para matar a fome; não ter dinheiro para medicação, mesmo a mais barata; farmácias que pedem pagamento adiantado; ideia de suicídio cada vez mais presente e diminuição da qualidade de respostas no internamento psiquiátrico. A saúde mental está “doente” é o que se depreende das palavras do psiquiatra Manuel Marques Pinto, em entrevista À Voz da Figueira. O Dia Mundial da Saúde Mental celebrou-se no dia 10 de outubro.

Verificou-se, há uns anos, uma reestruturação dos Serviços de Saúde Mental. Como está agora organizado este serviço?

As valências foram organizadas no chamado Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria e Saúde Mental, que engloba Arnes, o Sobral Cid e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). O internamento na unidade de Arnes foi extinto, onde estavam inimputáveis e doentes crónicos, e ficaram ali apenas com um resquício do serviço de reabilitação, sendo que o grosso da reabilitação foi para o Sobral Cid. Por sua vez, os doentes crónicos do Lorvão, Arnes e do Sobral Cid estão a ser integrados em estruturas de carácter particular onde o Estado paga uma quantia por dia, isto numa política de diminuição de custos. Mas sei, por exemplo, do caso de um doente octogenário, que desde 1963 estava em Arnes, era a “casa” dele, e que foi transferido e naturalmente morreu na primeira noite porque foi retirado do seu meio. É um paradigma de como a redução de custos é feita de forma desumanizada. E há também problemas de internamento porque o número de camas foi substantivamente diminuído.


Então, a reestruturação foi pior?

Existe uma comissão de acompanhamento dos doentes da qual não faço parte, portanto não me posso pronunciar sobre isso porque não tenho nenhum dado concreto que me permita dizer. Mas, creio que piorámos a resposta. O que temos para oferecer em termos de oferta ao doente e reinserção socioprofissional é diminuto face ao que tínhamos em Arnes, onde, a não ser por incapacidades físicas, a maior parte dos utentes tinha atividades operacionais, formação profissional e um seguimento multifacetado, de terapeutas, fisioterapeutas e entrosamento com a equipa de enfermagem. Tínhamos uma média de internamento de dois anos e dois meses o que é francamente baixo para um inimputável e a taxa de sucesso podia ser bem aferida pelo facto de termos muito poucos reinternamentos. Hoje em dia, no Sobral Cid, nem ao nível de atividades ocupacionais nem de formação profissional há resposta para o número de inimputáveis que temos. A maior parte está no pavilhão a tomar comprimidos enquanto cumprem a medida de segurança. E aí, relativamente a Arnes, houve uma severa baixa de qualidade que se faz com os doentes em internamento. Além de que o pavilhão é antigo, não é objeto de obras há anos e está longe de ter as condições adequadas a albergar mais de 100 doentes, de ambos os sexos.

Excerto da Entrevista - Edição de 15 de Outubro de 2014

Na Praia da Claridade

O Ministério do Ambiente e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão analisar a possibilidade da autarquia figueirense ter o domínio de parte do areal da Praia da Claridade. A intenção foi apresentada, na passada semana, ao secretário de Estado do Ambiente aquando de uma visita às obras de proteção da orla costeira, na marginal da Tamargueira e nas praias a sul do concelho, a fim de se inteirar do andamento dos trabalhos. Paulo Lemos referiu que a pretensão da Câmara Municipal irá ser apreciada com a APA. De referir que, atualmente, todo o areal está sujeito ao Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC), e no âmbito da revisão do plano a edilidade pretende que uma parte seja desanexada para que ali possa instalar equipamentos e uma área de lazer, conforme projetos apresentados no Concurso Público que a autarquia levou a efeito para reordenamento da praia e frente de mar. Aliás, este objetivo de domínio tem sido o argumento da Câmara para a renaturalização daquela parte do areal, o que tem levantado alguma celeuma sobre o aspeto atual.


Sobre as obras em curso, o secretário de Estado refere que «estão dentro dos prazos», sendo que estão agora a ser realizadas «para não terem colidido com a época balnear». Sobre a eficácia das obras, admite que «não podemos fazer afirmações definitivas, o mar tem capacidade de nos surpreender, mas os técnicos dizem que esta é a solução mais adequada».

Excerto da Notícia- Edição de 15 de Outubro de 2014

Já não chove na EB1 do Paião

sexta, 17 outubro 2014 16:19 Publicado em Educação

Após obras de beneficiação da Câmara Municipal


O dia da inauguração das obras na EB1 do Paião até foi de chuva, mas ao contrário do que acontecia anteriormente as crianças da EB1 do Paião puderam circular por uma escola sem água no interior. Tal foi possível graças a uma intervenção da autarquia na ordem dos 100 mil euros, acabando com a água que escorria pelas paredes e no chão sempre que chovia.


Esta EB1 é frequentada por cerca de 90 crianças e o estado em que estava colocaram-na nas «prioridades», mas há outra «preocupação assumida» neste Agrupamento de Escolas do Paião, salientou o presidente da câmara referindo-se à necessidade de um Centro Escolar na Marinha das Ondas. «O novo quadro comunitário não prevê mais financiamentos nesta área, mas abre exceção para freguesias com aumento da população, que é o caso, por isso vamos ver se encaixamos. Mas, é um projeto a apostar com ou sem financiamento, mediante as nossas disponibilidades financeira e mediante apoio de empresas locais», sublinhou João Ataíde.

Excerto da Notícia- Edição de 15 de Outubro de 2014